Vítor Silva Costa não tem medo das cenas homossexuais com Renato Godinho

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Vítor Silva Costa nasceu em Espinho, e desde cedo, começou a mostrar jeito para as artes. Estudou no Porto e, em 2016, após a participação em ‘Morangos com Açúcar‘, mudou-se para a capital. “Vim para a Escola Superior de Teatro e Cinema e consegui, esse era o objetivo.

O ator tem a sua família emigrada e, vir para Portugal, foi uma decisão complicada. E a adaptação ainda pior. “Foi difícil, porque não tenho cá ninguém. Quis vir e assumir essa responsabilidade, mas foi difícil, não só por questões financeiras mas porque não conhecia ninguém.

Para além de participar na peça ‘#Emigrantes‘, participa na novela da SIC. “Tive a sorte de este projeto [#Emigrantes] ter tido ensaios à noite e, portanto, era fazer três turnos. Manhã e tarde no estúdio e à noite, aqui, com eles. Provoca algum desgaste físico e tem de se fazer essa gestão. Só agora, três meses depois de estar a gravar e ensaiar todos os dias, sinto algum cansaço físico. Mas prefiro este esquema de fazer sempre novela e teatro ao mesmo tempo do que só uma coisa. Permite-me estar fresco, ao mesmo tempo, nos dois sítios. E isso tem acontecido nos últimos dois anos, o que é bom para mim“, comenta à TV Guia.

Na novela, protagoniza Nelson, um polícia que é homossexual. Algo não “padronizado”, ainda, na sociedade. “Este Nelson é um crápula sem escrúpulos, mas é uma personagem profundamente humana. Estive a fazer trabalho específico com a Polícia, sobre o manuseamento de armas, e conheci alguns agentes. Aí fica-se com um respeito maior à profissão, que muitas vezes é subvalorizada. Eles têm muito trabalho, arriscam muito. O trabalho deles é do mais arriscado possível.” Já sobre o facto de ser homossexual não assumido, é um problema. “Em certas profissões, como a dele, é algo que ainda é malvisto. A homossexualidade ainda é vista como uma questão. Estou a tentar ser o mais humano possível nas cenas com o Renato [Godinho], nessa relação, no toque, no contacto, no amor puro e duro. Às vezes, isso não é bem visto, mas é bom que exista.

Todas as cenas de contacto que tem com Renato Godinho, seu parceiro na novela, têm sido fáceis. O ator defende que existe uma relação de amizade entre ambos, o que ajuda. “Com o Renato tenho à-vontade, porque já trabalhei com ele, conheço-o e somos amigos fora da novela. Portanto, até nos rimos com isso e é tranquilo. Não sei como seria de outra maneira. De qualquer das formas, é o nosso trabalho, temos de estar sempre preparados para todo o tipo de papéis. Se estou com mulheres e, de repente, trabalho com homens neste sentido, é esquisito. Mas está lá e é para se fazer e dar o máximo possível no nosso trabalho.

O ator Vítor Silva Costa e Carolina Torres © FLASH

Pessoal

Na questão profissional, Vítor tem tudo resolvido. E na vida pessoal, também. Tem um namoro estável. Mas casamento… para já, não. “Está tudo a correr bem. Não penso em casar-me, mas penso muito em ter filhos, gostava de ter três ou quatro, se possível. Neste momento, vivo muito para o trabalho, mas uma coisa não implica outra. Há sempre tempo para tudo. De qualquer das formas, pelo menos por agora, ainda não é nada para se concretizar. Gosto de ir vivendo a vida um dia de cada vez. Casar-me não está, de todo, nos meus planos, pelo menos nos tempos mais próximos.

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