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Teresa Guilherme: “Houve muita gente que quis acabar comigo”

Cátia Ferreira

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No âmbito do lançamento do seu novo livro: “O Avesso do Direto”, Teresa Guilherme, aos 65 anos, deu uma entrevista sincera à revista Caras.

Neste livro sobre os bastidores de televisão, Teresa dá a conhecer a sua capacidade de despedir uma equipa de um dia para o outro mas também é o tipo de apresentadora que se comove com os concorrentes e a mulher que acredita na sua intuição. O que há hoje destas diferentes facetas? A apresentadora responde: “Ainda ontem me fartei de chorar no teatro [na peça Monólogos da Vagina], porque a Carla Andrino e a Vera Kolodzig saíram do elenco. Foi uma despedida de um ano de trabalho. Sou sempre emotiva, gosto das pessoas e acho que a vida tem de ter sentimentos. Por vezes, vivo-os intensamente e desgasto-me. Mas se choro, também me rio muito. Sempre fui divertida e bem-disposta. O rigor também é uma característica muito forte da minha personalidade”

Com o tempo, adianta, conseguiu adquirir a capacidade de “pensar melhor naquilo que vou dizer”. Mas que por vezes, ainda dá grandes raspanetes. Na verdade, o que pretende é endireitar o que está torto sendo-lhe “absolutamente indiferente se compreendem ou não”.

E quanto aos egos que existem no mundo da televisão, inclusive o seu? Teresa responde: “Tenho tido a sorte do público gostar de mim. Ao longo dos anos já houve muita gente que quis acabar comigo e o público sempre esteve lá para mim. Estou habituada a ter esse carinho, que é a forma mais concreta de ver reconhecidos o meu trabalho e a minha entrega. Ou seja, essa minha necessidade prende-se com o meu trabalho. Só me tornei apresentadora quando tinha 35 anos. Fui anónima durante grande parte da minha vida adulta, mas o meu trabalho não era porque já era produtora. E, na minha essência, sou uma produtora mesmo quando estou a apresentar, estou atenta a tudo”.

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Teresa Guilherme sempre apostou em muitos projetos que nunca tinham sido feitos em Portugal. A apresentadora assume-se como alguém que corre riscos. “Se há alguma coisa que não tenha feito, quero logo fazer. Nem preciso de ponderar, digo logo que sim. Há 20 anos, o Big Brother já era falado no mundo e era muito polémico. E lembro-me que o Piet-Hein me ligou a perguntar se queria apresentar o formato e eu disse-lhe logo que sim. Sempre arrisquei”, conta.

No que diz respeito à partilha de protagonismo com Cláudio Ramos no “Big Brother – Duplo Impacto”, Teresa Guilherme diz que será “um desafio apresentar com outra pessoa um programa que tem sido conduzido só por um apresentador”.

Para se sentir bem não abdica de ter tempo pra si, para meditar, treinar, ler e confessa: “Sacrificar isso é complicado, porque é assim que me equilibro. Também preciso de ter tempo para ver os programas de que gosto. Tento estar bem comigo, o que se revela uma batalha diária. Só estando bem comigo consigo estar bem com os outros”.

Fonte: Revista Caras

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