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Sem concertos, cantores populares passam dificuldades

A pandemia do novo coronavírus veio cancelar as várias festividades populares que se realizam habitualmente no verão. Com isso, muitos artistas perderam a fonte de rendimento.

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As festas populares e festivais são já uma tradição no verão dos portugueses e dos artistas que as animam. Porém, a pandemia do novo coronavírus levou ao cancelamento e adiamento de centenas de espetáculos, festivais e festas populares até, pelo menos, 30 de setembro.

A situação traz dificuldades acrescidas para os artistas que viam no verão uma fonte de sustento para grande parte do ano. À TV 7 Dias, Rebeca lembrou que “se não atuarmos, não recebemos” e, por isso, “já fiz o pedido ao Estado e estamos a aguardar”, explicou a propósito dos apoios para a Cultura.

Quim Barreiros, um dos fenómenos das festas populares e Queimas estudantis, disse à TV 7 Dias que “tinha 124 concertos marcados até outubro, metade já foi adiado para o próximo ano”. O cantor pimba acredita que as proibições estão a ser exageradas. “É preciso ter cuidado, mas não proibir”, concluiu. Apesar da situação, Quim Barreiros afirmou que a banda continua a receber todos os meses.

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Também José Malhoa se encontra numa posição semelhante. Com vários concertos cancelados e adiados, o cantor popular de 73 anos apela à ajuda Estatal para ultrapassar a situação. Em declarações à TV 7 Dias, relembrou “tenho uma equipa de 23 pessoas, que estão paradas, sem receber rendimentos”.

De Albergaria-a-Velha, o cantor Nel Monteiro também apela à ajuda e sensibilidade do Estado para ultrapassar esta fase. “Estou sem trabalho. Está tudo parado, estou a comprar e vender carros, tenho parcerias com stands, mas a música está parada”, lembrou à TV 7 Dias.

Desde o início da pandemia que os artistas portugueses tem vindo a reivindicar a ajuda do Estado para sobreviverem. No final de maio, o Governo anunciou uma linha de apoio de 30 milhões de euros para a Cultura.

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