RTP2 estreia ‘Fado Celeste’, dia 21

Um tributo a Celeste Rodrigues, a grande matriarca do Fado, este domingo, 21 de abril às 23:30, na RTP2.

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Celeste Rodrigues. © João Tuna

No palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Belém reúnem-se artistas de gerações distintas num tributo à decano dos fadiostas. Interpretando o belíssimo repertório de Celeste Rodrigues, fadistas como Camané, Fábia Rebordão, Helder Moutinho, Jorge Fernando, Katia Guerreiro, Mísia ou Ricardo Ribeiro, celebram essa rara e extraordinária alegria de se viver uma vida inteira a fazer aquilo que se ama.

Majestosa, a sua voz nonagenária habituou-se a viver para o fado e fez do fado a sua casa. Cantava desde sempre e cantou até ao fim. No seu fado habita, ainda hoje, Lisboa inteira, da luz mais ardente ou do breu da noite. Ali se inscrevem sonhos e memórias, amores e desamores, partidas e saudades, Lisboa inteira em verso, enquanto o Tejo dorme e o fado desponta, madrugada dentro. O fado foi, é, a sua casa. Uma casa plena de afetos, de vida e de arte.

Com um percurso profissional que perpassa sete décadas, Celeste Rodrigues cantou regularmente nas melhores casas de fado de Lisboa – Café LusoAdega MesquitaA TipóiaAdega MachadoMárcia CondensaO EmbuçadoParreirinha de Alfama e A Viela (de que era proprietária), sendo das primeiras fadistas a consagrar-se internacionalmente, em palcos como o Concertgebouw em Amesterdão, o Carnegie Hall de Nova Iorque ou a Cité de la Music em Paris. Profundamente acarinhada pelos seus pares, Celeste conheceu várias homenagens em vida, no Museu do Fado, no Teatro São Luiz ou no Teatro Tivoli, entre muitos outros tributos que a comunidade artística e o público lhe dirigiram.

Em 2005, o diretor do Teatro Nacional São João – Ricardo Pais, convidou-a a participar no espetáculo Cabelo Branco é Saudade, ao lado de outras três grandes vozes do fado: Argentina Santos, Alcindo de Carvalho e Ricardo Ribeiro. O espetáculo foi um êxito enorme por todas as cidades europeias por onde passou. Em 2012 foi agraciada pelo Presidente da República com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, e a cidade que mais cantou, Lisboa, atribuiu-lhe a Medalha de Ouro.

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