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Ricardo Costa admite que estão a matar o futebol a pouco e pouco

É responsável pela informação do grupo Impresa e aponta críticas aqueles que criam o ambiente “tóxico” no futebol.

Miguel Noronha

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O canal noticiário SIC Notícias decidiu parar de emitir programas de debate desportivo com comentadores representantes de clubes. Ricardo Costa, diretor de informação da Impresa e da SIC, admite que as estruturas de comunicação dos clubes “estão a matar a pouco e pouco a indústria do futebol“.

Numa entrevista ao jornal Público, o diretor de informação daquele grupo revela que o ambiente “tóxico” vivido neste género de programa. “O que está em causa não é a qualidade intrínseca dos programas ou dos comentadores, que analisados em separado todos têm muito valor; o problema é todo o ambiente criado: tóxico, totalmente intolerante e particularmente fanático“.

Ricardo Costa aponta ainda os principais culpados: “Um canal de televisão não é alheio a isso porque tem o programa no ar e o papel dos clubes de futebol e das suas máquinas de comunicação é também absolutamente inequívoco“.

O atual diretor de informação diz que as estruturas de comunicação dos clubes funcionam como máquinas de propaganda: “Nos últimos anos, a comunicação e assessoria de imprensa dos clubes deixou de assessorar o que quer que seja porque os jogadores, treinadores e dirigentes não dão entrevistas, não há reportagens, nada há nada para assessorar“.

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Ricardo Costa acusa os clubes de barrarem “o acesso à matéria-prima normal“. Assim, os jornalistas ficam impedidos de “de fazer aquilo que é o essencial que é reportagem e entrevista“. Estende as críticas ao Canal 11, da Federação Portuguesa de Futebol: “há quanto tempo ninguém consegue fazer um trabalho de jeito com um jogador da seleção? Esses trabalhos serão do Canal 11. E quando houver um problema com a seleção, como aconteceu no Mundial da África do Sul com Carlos Queiroz ou a patética digressão pelos EUA antes do Mundial do Brasil, não vamos ter acesso“.

22 anos. Ator e modelo publicitário. Formado na área de ator, tenho conhecimentos em realização e grafismo. Entro nesta área do jornalismo de televisão, porque é algo que me fascina.

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