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Cultura

Ministra da Cultura é criticada por profissionais do setor

Albano Jerónimo, Olga Roriz e Tó Trips criticaram a gestão feita pela governante no contexto da pandemia

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Recentemente a ministra da cultura, Graça Fonseca, recusou responder a uma pergunta sobre a entrega solidária de bens alimentares a cerca de 160 trabalhadores do setor em dificuldades, iniciativa da União Audiovisual. A atitude da líder foi criticada para vários nomes da cultura.

Quando questionada sobre a iniciativa solidária, na segunda-feira (27), a ministra da cultura, que se encontrava numa apresentação de obras de arte contemporânea adquiridas pelo Estado, recusou responder:

“Só falo de arte contemporânea. Portanto… muito obrigado e vamos beber o drink de fim de tarde”

Crise no setor cultural

A pandemia tem vindo a afetar muitos espetáculos e todo o tipo de atividade cultural. O regresso de ações tem sido lento e limitado, e cada vez, se tem pedido mais apoios financeiros para o setor.

A afirmação de Graça Fonseca gerou críticas e trouxe ao de cima o desamparo que alguns artistas sentem.

A coreógrafa Olga Roriz, em declarações à SIC, considerou que a ministra, com “postura estranha, de professora primária”, não entende o atual nível de precariedade e a situação financeira dos profissionais e das entidades das Artes e Cultura. Defendeu ainda que estes devem “ser bem representados” e isso não está acontecer. A profissional desabafou ainda sobre a falta de trabalho e mostrou preocupação com a própria sustentabilidade.

Também à SIC, o ator Albano Jerónimo reagiu à recusa da ministra da cultura:

“Pergunto se a própria ministra se revê naquilo que está a acontecer, se percebe aquilo que está a acontecer”

O artista lamentou também o não acesso gratuito a testes de despistagem da Covid-19 para trabalhar em segurança.

Por sua vez, o músico António Manuel Antunes, conhecido por Tó Trips, dos Dead Combo, na reportagem da SIC, afirmou:

“Este Ministério da Cultura é uma fachada, não existe. Há décadas que o pessoal anda a pedir a miséria de 1% para a Cultura. Enquanto não houver dinheiro, não existe. Em vez de se chamar Ministério da Cultura, deviam chamar-lhe outra coisa qualquer. Uma rulote de bifanas, uma chafarica”

“Linhas de apoio social extraordinário”

Apesar das críticas, Graça Fonseca, na passada quarta-feira (29), apresentou aos representantes do setor “três linhas de apoio social extraordinário”, que serão abertas no próximo dia 3 de agosto.

A medida de ajuda financeira, que está prevista no Orçamento Suplementar consiste na distribuição de, no máximo, 34,3 milhões de euros a trabalhadores das artes, três milhões a entidades artísticas e 750 mil euros à adaptação de espaços culturais.

Graça Fonseca admitiu que o número de beneficiários da “linha de apoio social” pode ultrapassar as 18 mil pessoas.

Segundo a tutela, a Linha de Apoio de Emergência às Artes (de 1,7 milhões de euros), criada em março, recebeu 1025 candidaturas. 636 foram aceites. 311 receberam ajuda.

Fonte: Espalha-Factos

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A terminar o mestrado em Jornalismo na FCSH-UNL. No seu percurso já passou pela Antena 1 e pelo Diário de Notícias. Além da paixão pelo jornalismo, é viciada na criação de conteúdos na área da cultura, cinema e televisão. Atualmente é redatora e crítica nos sites: Espalha Factos e Cinema Pla'net. https://letterboxd.com/rafaelastex/ Esta aspirante a jornalista sempre foi apaixonada pela comunicação e pela prática de informar. "O Jornalismo para mim é e sempre será o Contexto, as Histórias e as Pessoas". Colaboradora desde julho de 2020.

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