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Maria Cerqueira Gomes: “Só tenho de respeitar e confirmar que não estamos juntos”

Cátia Ferreira

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Maria Cerqueira Gomes, de 36 anos, abriu o seu coração à Revista Caras depois de regressar ao Porto após um ano e meio em Lisboa a apresentar as manhãs da TVI e depois da sua recente separação. Mãe de dois filhos, Francisca com 17 anos e João, com quase dois, a conversa foi desde a sua esfera profissional até à mais privada.

Lisboa

A apresentadora nunca tinha vivido nem trabalhado em Lisboa. Passou de um canal mais pequeno como o Porto Canal para apresentadora da TVI. “Há um sentido de concretização de uma aposta que teve muito de mim e que assumi com toda a responsabilidade e sentido de missão. Tinha saudades de uma rotina diferente, que me levou a uma cidade onde nunca tinha trabalhado nem vivido, e há o sentimento de dever cumprido. Dei o meu melhor, 2019 foi um ano de muitas conquistas e hoje vivo uma fase muito boa.”

Não foi fácil passar de um canal temático sobre a cidade do Porto, “mais de casa” para um canal generalista em Lisboa. Maria afirma: “Perceber como funcionam todos os intervenientes do mundo da televisão. Deparei-me com situações que de alguma forma já esperava, mas que não conhecia. Tive um ano de grande crescimento, de perceção deste mundo da televisão generalista, das audiências, dos bastidores”.

Não nega que foi difícil e que talvez até mais duro do que estaria à espera. Divide o processo em duas partes sendo que o “saldo é sempre positivo”. Na verdade, diz, “Tive oportunidade de fazer o que mais amo, televisão diária, em direto, e isso apaga toda a dificuldade. Porque a dificuldade, no fundo, não é estar frente às câmaras e comunicar, é tudo o que rodeia o mundo da televisão. Foi preciso passar por isto para valorizar tudo ainda mais, para perceber que amo o que faço e que consigo, apesar de este meio ser tão difícil em tantos aspetos, retirar prazer quando faço um programa”.

A terapia

Maria assumiu que pouco depois de ter chegado a Lisboa e à TVI, recorreu a terapia especializada para lidar com tudo o que estava a acontecer. Com isso percebeu que fez toda a diferença ir para Lisboa com 35 e não com 25 anos e ter os pés bem assentes na terra. Refere que foi muito fácil identificar, naqueles primeiros meses, situações que poderiam ser difíceis de ultrapassar: “Quando temos maturidade e sabemos para onde queremos ir, devemos munir-nos das ferramentas necessárias para alcançar esses objetivos”.

A TVI

Não ficou mágoa. Considera que a oportunidade de fazer o programa de domingo à noite demonstrou todo o respeito que a TVI tinha por ela e pelas suas decisões. Por exemplo, ter uma entidade patronal que entende a inviabilidade de estar a tempo inteiro em Lisboa para uma mãe com dois filhos. A TVI continuou a respeitá-la e a acreditar nela.

Os filhos

O mais difícil, ao aceitar o convite da TVI, foi a ginástica Porto-Lisboa uma vez que os filhos continuariam a ficar no Porto. E isso foi o mais complexo de gerir emocionalmente. Quanto às repercussões que esta mudança teve nos filhos, Maria responde: “O João, quando vai para o pai, vai com um sorriso, e quando vem para mim, vem com o mesmo sorriso. A Francisca sentiu mais e eu achei que iria ser ao contrário. Mas como só estava comigo aos fins de semana, foi mais difícil. Tem 17 anos e precisa da mãe. Fui sempre o porto seguro da minha filha”.

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De qualquer forma, esta quarentena veio colmatar as saudades de um ano mais exigente. Maria afirma que aproveitou os filhos como se não houvesse amanhã: “Contava ir ao Brasil com eles, mas não aconteceu. Ficámos em terra, mas não ficámos mal. Gostei muito desta quarentena, era do que estávamos todos a precisar. Gosto muito de estar em casa e adoro estar com os meus filhos. Há uma diferença entre ser mãe aos 19, como fui, e aos 34. Nesta idade já não há nada mais aliciante do que estar com o João e a Francisca. E como estive tanto tempo longe, gozo-os muito e tem sido mesmo bom”. Ainda assim revela que não seria totalmente feliz nem realizada só no papel de mãe: “Sempre me educaram no sentido de que as mulheres têm de ser independentes, portanto prezo muito a minha independência. Além disso, preciso da adrenalina do meu trabalho”.

O amor

Quando lhe é perguntado se gostava de encontrar alguém que, ao seu lado, protagonizasse seu final feliz Maria ri-se e responde: “Um dia gostava, claro que sim, também sou filha de Deus”. O amor para ser um lugar seguro, na visão de Maria, tem de ter em conta os seus filhos na mesma medida que lhe tem a ela: “Depois, tem de ter em conta o meu trabalho como me tem a mim e aos meus filhos.”

Lamenta os seus amores que chegaram ao fim pois são projetos de vida falhados.  Mas reflete: “Mas, no meu caso, dei tudo e não havia mais nada que pudesse fazer. 2019 foi um ano de investimento profissional para mim. E não podia dar margem para que o meu foco fosse outro, porque tinha uma grande responsabilidade entre mãos. Foi uma opção minha nunca falar da minha vida privada. A partir do momento em que o António [Miguel Cardoso] sentiu essa necessidade, só tenho que respeitar e confirmar que não estamos juntos. Já percebi que a única forma de eu ser feliz é ele estar tranquilo e feliz, porque temos um filho em comum”.

A separação consumou-se numa altura em que profissionalmente a pressão também era imensa: “Duro foi, mas também cresci e percebi muitas coisas. E acho que sou uma mulher tão mais espetacular hoje do que era há um ano e meio! Também trabalhei nesse sentido, mas tenho que apreciar e perceber em que ponto estou na minha vida. Nem sempre é fácil, mas sou muito mais serena hoje do que era. E isso era o que mais queria alcançar e o que me era mais difícil. Portanto, acho que estou melhor hoje”.

Fonte: Revista Caras

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