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Ficção

Luís Ganito sobre ‘Conta-me Como Foi’: “Este regresso está a ser muito bom para todos nós”

Rufino Teixeira

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Luís Ganito ficou conhecido do grande público por protagonizar a série ‘Conta-me Como Foi’, onde deu vida ao pequeno Carlos. Ele, para além de protagonista, era o grande narrador da história que absorveu os portugueses há 10 anos atrás.

Para 2019, a RTP decidiu produzir uma nova temporada da famosa série. Um regresso muito aplaudido pelos atores, principalmente por Luís, que garante sentir-se em família. “No ‘Conta-me como Foi’ gravei dos nove aos 12 anos e aquilo que eu tenho são flashes. Por isso é mesmo muito bom a série ter voltado. As recordações que tenho da minha infância referem-se aos últimos momentos da série. Lembro-me bem da última cena, em que acabámos todos a chorar. Foram quatro anos passados na companhia desta família e voltar aqui é estar com a família novamente. É assim que nos tratamos. Nas cenas que fazemos somos, literalmente, uma grande família, em que nos criticamos uns aos outros e aprendemos muito juntos. Este regresso está a ser muito bom para todos nós“, afiança.

Nesta nova temporada, o pequeno Carlos volta em formato adulto. Uma adaptação diferente, que garantiu uma construção bem estudada. “Nos primeiros ensaios há uma construção da personagem, mas eu como Luís Ganito acho que conheço melhor o Carlitos do que ninguém, porque era eu que o interpretava. Na altura tinha apenas nove anos e estava a trabalhar como ator, mas era muito cru“, conta. “Agora esta transformação, dez anos depois, é difícil porque há várias diferenças, como a maneira como falamos e nos vestimos. Há um processo de adaptação, porque temos a preocupação de recriar a época. Mas, felizmente, aqui não sofremos pressões, com rapidez em termos de texto ou de cenas. Hoje em dia, as pessoas vivem com muita pressa e as cenas são todas muito rápidas, pois há uma preocupação muito grande em haver fluidez. Aqui não. No ‘Conta-me como Foi’ é tudo feito com mais calma e as coisas são muito mais pausadas. Há outra respiração das cenas, o que é muito importante para nós atores.

O mais complicado nesta personagem prende-se mesmo com a indumentária. “As roupas são muito complicadas. Já como o eram nos anos 60 e 70. Eu queixava-me muito quando estávamos a gravar cenas de 1968 até 1974, porque tinha de usar sapatos ortopédicos e usar camisolas de malha que picavam. Por outro lado é bom olharmos para as personagens e percebemos que está tudo feito ao pormenor para recriar a época.

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