Foi um dos grandes motivadores e impulsionador de carreiras em televisão. Júlio Isidro é, hoje, um dos grandes nomes da televisão portuguesa. Em entrevista com a TV Guia, o apresentador assume que nunca pensou em crescer na televisão e ganhar outros cargos superiores. “Sou a pessoa mais desindicada para o cargo. Ia ficar amputado daquilo que mais gosto de fazer, que é TV. Ter que gerir orçamentos dos programas que os outros fazem, dialogar com muita gente e, sobretudo, fazer uma coisa que é o contrário da minha maneira de ser: a inviabilidade de criar boas e más vontades.

Questionado sobre se existe alguma polémica entre ele e Cláudio Ramos, Júlio afirma que não, apesar de ter lido: “Li, mas não tenho nada para comentar“, explica, ressalvando: “Não o conheço. Não sei quem é.

Júlio Isidro diz-se feliz por Portugal acolher, este ano, o ‘Festival Eurovisão da Canção’. “Era minha convicção, há muito tempo, de que éramos alvo de injustiça. Mas não é de hoje, nem de há 30, nem de há 40 anos. Então, agora que escrevi estes três volumes sobre o Festival da Canção e tenho ouvido cantigas inenarráveis que ganharam a Eurovisão, acreditei ser possível. Havia muito preconceito em relação a Portugal. Fomos sempre julgados pelo gosto mediano e gosto mediano é sempre abaixo da média. É evidente que, por uma série de circunstâncias, independentemente da real qualidade da cantiga, e pelo facto por ser uma canção que remava contra a maré, o Salvador levou a cantiga que faz com que toda a gente dissesse:‘Mas o que é isto?’ Nos últimos anos, o festival da Eurovisão tinha-se transformado num grande espectáculo de variedades.

Penso que a perda de memória será algo natural. Faço muitas vezes apresentações de galas e falo de improviso. Mais do que a memória que se vai enfraquecendo, o que é importante é o relacionamento dos factos. E mais do que isso é ir procurar os lapsos da memória. Sempre que me esqueço de alguma coisa, vou buscar uma referência que me dê pistas“, explica, adiantando que “sou melhor apresentador porque, dentro do meu classicismo, não quero dizer disparates. Não quero fazer televisão à custa da imagem dos outros, nem reinar com a imagem das pessoas. Sou um apresentador amável e civilizado. Fui-me adaptando ao tempo corrente e o tempo corrente tem falta de tempo. Utiliza-se mal o tempo em televisão. Tenho a percepção de que as pessoas vivem a paranóia do tempo.

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