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Helena Isabel: “Vamos voltar a poluir, a cometer imprudências, a não respeitar o espaço dos outros”

Cátia Ferreira

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Helena Isabel, aos 68 anos, confidencia à Revista Caras como tem vivido estes tempos de pandemia de Covid-19.

A atriz, por pertencer ao grupo de risco devido à sua idade, tem-se mantido em isolamento. Vivendo sozinha, aproveitou este tempo para ler, ver filmes e séries, organizar a casa e fazer algum exercício físico. Conseguiu, inclusive, retomar o hábito da leitura que “com o vício das séries tinha deixado um pouco para trás. Retomei esse hábito e tem-me sabido muito bem”. Considera que o mais assustador nesta pandemia é que, para além dos mais velhos, a doença afeta toda a população, inclusive bebés de meses. Por isso, tem tido todos os cuidados indicados: “Tenho evitado sair, só mesmo para o essencial e vou sempre de máscara e luvas, que deito fora quando chego a casa. Deixo os sapatos à porta e passo álcool nas embalagens. Lavo e desinfeto as mãos regularmente”.

 Um dos desafios da quarentena tem sido manter a forma. “Mesmo fazendo exercício todos os dias, e tentando resistir à tentação de comer porcarias, o facto é que tinha uma vida muito ativa e agora passo muitas horas sentada no sofá”.

Estar isolada em casa não é o que mais lhe custa até porque vivendo sozinha, é algo a que está habituada. O que lhe é mais difícil, com todas as restrições impostas, é não poder estar com a família, fazer um jantar com os amigos e até trabalhar.

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Para colmatar as saudades, Helena Isabel tem recorrido ao telefone: “Até voltei a instalar o Skype, que não usava há anos. Para poder ver a minha irmã que está em casa e reside noutro concelho”. Ainda assim, tem conseguido estar com o seu filho, o conhecido cantor Agir, porque vivem ao lado um do outro mas sempre respeitando a distância e sem beijos ou abraços.

A nível psicológico Helena Isabel diz sentir-se um pouco farta como toda a gente: “Mas tenho-me aguentado bem, sabendo que estamos a fazer o mais acertado. Quanto menos sairmos de casa, mais depressa isto passa”. A atriz gostaria de acreditar que sairemos desta pandemia pessoas diferentes mas “tenho sérias dúvidas. A memória é curta e as pessoas não abdicam dos seus pequenos prazeres. Vamos voltar a poluir, a cometer imprudências, a não respeitar o espaço dos outros. Será que vamos passar a ser melhores? A esperança é a última a morrer”.

Fonte: Revista Caras

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