Sou um pouco crítico quando escolho alguma coisa para ver. Digamos que a própria idade e a maturidade que me assolam, acabam por fazer de mim, uma personalidade cada vez mais crítica e insatisfeita com o que vejo. Sou um apreciador de televisão. Aliás, sempre o assumi, sem receios. Vejo na televisão, a arma mais poderosa do Homem conseguir aquilo que quer. É nela que estão encerrado/as todos os marcos da História e aquilo que se pode contar. A Televisão tem uma evolução que acompanha uma sociedade. Uma sociedade define aquilo que quer ver. E a Televisão acompanha, dando respostas imediatas. Agradar a gregos e a troianos é difícil. Mas, lá se vai tentando.

É no sentido de recordar, comentar e até adivinhar programas que nasce este espaço. Primeiro, porque, não é novidade para ninguém que o Mais Televisão, para além de uma fonte de notícias, é um espaço de opinião, de comentário e de avaliações constantes. Por isso, dou, em nome de todo o grupo que me acompanha, as boas vindas a uma nova era para o nosso espaço. ‘

A TVI nunca foi a mesma

Quando a 20 de fevereiro de 1993, a TVI, desde logo conhecida por canal da Igreja, surgiu, o seu objetivo era um pouco distinto daquele que tem atualmente. O canal pretendia apresentar, aos portugueses, uma programação mais familiar, sem grandes ondas e com forte pendor católico. É neste sentido que surgem figuras, até então desconhecidas do público. Refiro-me aos padres. Nomeadamente o Padre Vítor Melícias. Aliás, era neste sentido, fechado, diria, que a TVI apresentou uma programação politicamente correta. A meu ver, até bem de mais. Nesta fase, a estação chegou a exibir uma série infantil, de 1985, com bolinha vermelha. Isto porque, a certa altura, uma atriz mostrava as “maminhas” de vez em quando. Se, eventualmente, os programadores da TVI sonhassem na programação que iria preencher o canal, décadas mais tarde, davam um trambolhão tão, mas tão grande, que provavelmente a morte seria o caminho mais certo.

‘Amiga Olga’, o primeiro grande programa da TVI

Desta forma, é seguro afirmar que o programa mais mítico, e se calhar, até, o primeiro, da TVI foi o concurso apresentado por Olga Cardoso: ‘A Amiga Olga‘. O programa ia para o ar de segunda a sexta à tarde. O programa era apresentado por uma veterana radialista, até então conhecida por apresentar com António Sala o programa ‘Despertar’ da Rádio Renascença. Mas o concurso acabou por transformar Olga numa estrela da televisão de então.

O concurso funcionava de forma bem simples. Numa primeira fase, os concorrentes tinham de aguentar um minuto a conversar com Olga, sem poder dizerem “sim”, ou “não”. Para além disso, os concursantes não podiam repetir as mesmas respostas. Se, eventualmente, o concorrente escorregasse nas armadilhas, “o rapaz do gongo dourado”, Ricardo Trêpa tocava no gongo.
Depois, os quatro concorrentes que tivessem aguentado mais tempo passavam à fase seguinte, onde respondiam a algumas perguntas. Era-lhes dado pela Olga, duas hipóteses: ou dinheiro; ou prémios (automóveis, motas, viagens e até eletrodomésticos). A maioria escolhia os prémios.
Olga Cardoso, a tão bela senhora, carismática, que durante 15 meses acompanhou os portugueses, tornou-se num quase membro da família de todos. Tão querida por todos, que, qualquer Olga, naquele tempo era chamada de “Amiga Olga!”. Em 1999, Olga Cardoso ter-se-á reformado. Aparece em televisão muito raramente, pois a sua profissão é cuidar das suas netas. Tem 83 anos.

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