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Fátima Lopes: “Vêm aí tempos desafiantes”

Cátia Ferreira

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Fátima Lopes, apresentadora de 51 anos feitos no último dia 13, em entrevista à revista Nova Gente contou como tem passado estes tempos com a pandemia e o que acha que virá depois disto tudo passar.

Crente assumida, Fátima, vê na fé um grande apoio. Considera que quem tem fé, pode ir buscar nela alento e esperança de um amanhã melhor. E isto é válido para este momento como para outro qualquer. Fátima compadece-se com as pessoas que têm perdido entes queridos e que neste momento estão privadas de fazer as cerimónias habituais e de se despedir dos seus familiares da forma que desejavam. “Essa talvez esteja a ser a maior dor: não poderem fazer as cerimónias, não poderem receber os abraços dos amigos, não poderem confortar-se de forma habitual. É esta despedida fria que, provavelmente, mais custará às pessoas. Também nestas alturas, a fé, obviamente ajuda porque acreditamos que depois desta partida física há continuidade da vida e que estas pessoas se juntam à força maior de Deus”.

Fátima Lopes revela que viveu estes dois meses em confinamento. Teve um período de quarentena de 15 dias em casa uma vez que foi detetado um caso positivo para a Covid-19 de um dos pais na escola do filho. Depois deste período, regressou ao trabalho e adotou uma rotina segurança: descalçar-se, retirar toda a roupa, colocá-la num saco, tomar banho, lavar frequentemente as mãos e não se aproximar dos filhos até toda a higienização ser feita. Paralelamente, fazia a desinfeção do carro e só ia às compras uma vez por semana.

O maior receio da apresentadora é para com os seus pais, por serem pessoas de mais idade e, portanto, pertencerem ao grupo de risco. “O meu grande receio era que lhes acontecesse alguma coisa e que eu não conseguisse protegê-los tanto quanto gostaria. Mas eles sempre foram responsáveis e conscientes e obedeceram sempre a todas as indicações que lhes foram dadas. Logo, isso tornou tudo mais fácil e, graças a Deus, correu tudo bem”. De tudo o que lhe foi restringido, o que mais lhe custa é estar longe das pessoas de quem gosta, não poder abraçar nem ser afetuosa, característica que lhe é tão reconhecida.

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Fátima Lopes crê que “vêm aí tempos desafiantes” porque a economia levou um “grande trambolhão. Muitas pessoas ficaram sem emprego e há casos em que, numa casa, ficaram ambos os elementos do casal sem trabalho.” Mas ainda assim acredita que “Se dermos as mãos, se nos entreajudarmos, se formos solidários, vai ser possível porque o ser humano tem uma capacidade de se reinventar praticamente inesgotável”.

Se por um lado considera que há pessoas que descobrirão que ser solidário é uma coisa que nos traz vida, alegria e vontade de celebrar tornando-as pessoas melhores, existirão outras que não. “Há quem não vá aprender nada. Basta olharmos para as redes sociais para percebermos que continuam a existir pessoas que desperdiçam o seu tempo a criticar projetos que outros criaram, ações que alguns fizeram, iniciativa de empresas ou de grupos. Pessoas que nunca se tendo levantado do seu sofá para fazer seja o que for por alguém, são mestres peritos na arte de criticar e infelizmente são almas mesquinhas. Não me passa pela cabeça criticar quem quer que seja ou alguma coisa que corra menos bem, porque é gente válida, que se move pelo coração, pela vontade de fazer algo pelos outros. São almas maiores. Depois há as almas miseráveis, mas com essas não vamos gastar papel”.

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