EXCLUSIVO MAIS TELEVISÃO: Amigo de Renato Seabra, Diogo Costa, em Entrevista

Carlos Costa nos anos 80

Véspera da tragédia

Carlos Castro confessa a uma amiga que algo não estaria bem com Renato e antecipa a viagem de regresso. “Ando com medo de dormir com ele. Está a agir como um louco”, terá afirmado o cronista à amiga Wanda Pires.

 

7 de janeiro de 2011

Os telejornais portugueses e americanos dão a notícia que o conhecido cronista social Carlos Costa foi brutalmente assassinado no quarto de hotel onde estava hospedado, em Nova York.

Renato Seabra é preso após se deslocar a um hospital e confessa o crime. Afirma que pretendia libertar Carlos Castro de “demónios e de um vírus”. Renato é internado na ala psiquiátrica do hospital.

Dias Seguintes

Os diversos jornais contactam especialistas, nomeadamente a psicóloga forense Francisca Rebocho, que em entrevista ao Jornal Público revelou em 2011 que, neste tipo de casos, os homicidas “Descreviam os olhos das vítimas como representações de demónios ou do mal, verificando-se a mutilação de outras partes do corpo. Como no discurso de Renato, os olhos são representações do demónio. Eventualmente, terá sido por isso que fez este tipo de mutilação”.

 

Dezembro de 2012

O psicólogo William Barr que viu Renato Seabra após o crime considera que este [Renato Seabra] “elaborou progressivamente os detalhes de um crime horrendo, fazendo toda a gente com quem fala pensar que estava cada vez mais louco.”. O psicólogo justifica que Renato teve uma disciplina de psicologia onde terá alegadamente conseguido perceber como ser considerado “inimputável”.

Dois dos três clínicos discordam da opinião de William Barr, só este defende que Renato estava consciente.

O modelo é condenado de 25 anos de prisão efetiva a prisão perpétua pelo juri.

Renato está preso desde então na ‘Clinton Correctional Facility’, junto à fronteira com o Canadá.

[/media-credit] Renato Seabra

Setembro de 2013

Surge um artigo no jornal “The New York Times” que questiona a legitimidade William Barr. A jornalista Russ Buettner, refere que o especialista foi contratado pela acusação mais de 100 vezes em 13 anos, defendendo sempre a tese da Procuradoria de Manhattan.

 

Entrevista a Diogo Costa

Já deu algumas entrevistas aquando da prisão do seu amigo Renato Seabra, e mais recentemente devido ao lançamento de um vinho seu. Não teme a conotação negativa que possa surgir devido à ligação entre o seu vinho e o caso Renato Seabra, já que um saca-rolhas foi usado pelo seu amigo para ferir Carlos Castro?

Por acaso calhou numa conversa com uma jornalista quando estávamos a falar do Renato, na altura nem pensei bem nessa conotação.

Mas para lhe ser franco, o Galifão é mais uma referência simbólica de uma amizade, do que de uma pessoa. Foi uma forma que encontrei de fazer “uma espécie de luto” pela ausência de um grande amigo. Homenageando os tempos da nossa juventude.

Vinho “Galifão”

O nome do vinho deve-se a uma expressão que Renato usava frequentemente. Apesar do que disse, não acha desapropriado homenagear o seu amigo com essa bebida especificamente?

É o meu trabalho… É o que eu produzo. É um vinho que já tem ano e meio, quando o criei, nunca pensei que fosse chegar até aqui. Como lhe disse calhou em conversa recentemente.

“Acho que, de alguma forma, gostaria de ter uma coisa associada a ele. Algo que o marcasse.”

Como surgiu a ideia do vinho?

A ideia do vinho surgiu quando me lembrei da expressão usada pelo Renato e pelo nosso grupo: “Galifão”. Além de que depois de trocar impressões com o Renato e ele ter mostrado ânimo na ideia foi um reforço para o fazer. Acho que, de alguma forma, gostaria de ter uma coisa associada a ele. Algo que o marcasse.

 

Há quanto tempo está o Diogo ligado à área vinícola?

Desde sempre. É negócio de família. Eu sou sócio da empresa. Mas fiquei mais ligado, a tempo inteiro, desde que acabei os meus estudos.

 

Mesmo sendo um negócio de família e além dessa “motivação” provocada pelo seu amigo, que mais o levou a apostar na área?

O meu gosto pelo vinho. É uma área muito gratificante.

 

Vamos agora falar um pouco do seu amigo. Como conheceu o Renato?

Conheci o Renato na minha infância, desde a escola primária e sempre fomos unidos desde então.

“Conquistámos muitas miúdas juntos e quem nos conhece sabe disso.”

Afirmou que o seu amigo era heterossexual mas tudo aponta para que tivesse tido uma relação amorosa com o conhecido cronista social Carlos Castro. Como sabe que o seu amigo não era homossexual e como explica este alegado envolvimento?

Passei muito com o Renato. Conquistámos muitas miúdas juntos e quem nos conhece sabe disso. Não estou a dizer que o Renato não se tenha envolvido com o Sr. Carlos. O amigo que eu conheci e conheço era heterossexual. Mas mesmo que não o seja, não deixaria de ser meu amigo por isso. É uma opção das pessoas.

Não é como se a homossexualidade seja uma condição pejorativa. Como o fazem sempre parecer.

“Acredito que possa ser [bissexual]. Mas mesmo que o seja, não é uma condição pejorativa.”

Será então bissexual? Ou considera que foi uma “experiência” eventualmente com algum interesse subjacente?

Eu não sou o Renato, não consigo responder a isso. Às vezes nem as próprias pessoas se conhecem sexualmente. Acredito que possa ser. Mas mesmo que o seja, não é uma condição pejorativa.

Ele era um pouco inocente, pode ter-se deixado levar.

 

Já disse que em conjunto com o Renato conquistou algumas mulheres. Conheceu algumas namoradas do seu amigo?

Sim. Na altura [2011] dei o contato da Isa, uma rapariga que ele andava envolvido. Não confundir com a Isa, amiga dele. Além de que o Renato tinha uma paixão enorme durante anos por uma miúda de Cantanhede.

 

Portanto confirma que o seu amigo se envolveu sexualmente com mulheres. E com homens (antes de isto tudo acontecer e depois, já na prisão)?

Com mulheres sim. Com homens não sei. É a intimidade dele.

 


Veja imagens exclusivas na segunda parte da entevista!

EXCLUSIVO: Amigo de Renato Seabra em Entrevista – Parte 2

Algumas perguntas da segunda parte da entrevista a Diogo Costa:

Conheceu algum namorado do Renato?

O que acredita ter acontecido para motivar o Renato a assassinar Carlos Castro?

O que diria aos familiares e amigos de Carlos Castro?

 

 

Algumas afirmações da segunda parte da entrevista a Diogo Costa:

“O Renato nunca foi uma pessoa violenta, nunca o vi metido em discussões ou agressões físicas ou verbais.”

“Nos EUA, os julgamentos não são como em Portugal. Nos EUA quem manda é um Júri.”

“A imprensa não sabe de nada.”

“Foi muito difícil para mim. O Renato é como um irmão para mim.”

“[Quando sair, se o Renato] quiser trabalhar comigo tem as portas abertas.”

Leia a 2ª Parte da Entrevista aqui: EXCLUSIVO: Amigo de Renato Seabra em Entrevista – Parte 2

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