Estudou ciências no ensino secundário, mas o o mundo artístico falou mais alto e o “hobby” virou foco. Diogo Almeida é ator, cantor e Youtuber, além de estudante na Escola Superior de Tecnologias e Artes de Lisboa. Já foi entrevistado na SIC Radical e a sua música já foi ouvida num programa da TVI. O Mais Televisão dá oportunidade ao Diogo de brilhar neste palco cibernédico, enquanto sobe e não sobe, mais uma vez, ao palco da peça de teatro Aiii Cigano!.

 

Quando percebeste que querias seguir “o mundo artístico”?

Eu desde muito cedo que estive ligado às artes, mas como um “hobby”. Sem dúvida, foi no final do secundário (frequentado em Ciências e Tecnologias) que decidi que o caminho certo era o mundo das artes de palco.

“Penso que toda a formação que tenho é importante”

Da formação que tens qual consideras mais importante?

De um modo geral, penso que toda a formação que tenho é importante. Aliás, eu sou apologista do conhecimento de várias áreas e considero que seja mais proveitoso para nós, enquanto seres humanos, sabermos um pouco de tudo. Deste modo, mesmo não querendo seguir a área das ciências, não deixo de considerar que tenha sido bom para mim.

 

Se tivesses que escolher entre música e teatro qual preferirias?

Já me tinham questionado entre a música e a dança, mas entre a música e o teatro não. Apesar de serem diferentes nas suas características, são semelhantes na sua génese: a arte. Assim, optaria por teatro musical, um lugar onde seria possível cantar e representar num tempo e espaço comuns.

 

Quando começaste a cantar e a fazer teatro?

Eu comecei a ter a consciência de que cantava por volta dos meus 9/10 anos. [Teatro] já foi muito mais tardio. Só integrei a peça de teatro “Aiii Cigano!” em Setembro de 2017.

“Relativamente à questão da “concorrência”, a minha visão é que há espaço suficiente para todos”

Consideras que o facto de viveres em Lisboa te ajuda ou te prejudica, uma vez que há mais “concorrência”?

Considero que viver em Lisboa é uma mais-valia, visto que há um maior leque de oportunidades que, talvez, noutras áreas do país não existam, embora hoje em dia estas oportunidades encontram-se mais espalhadas pelo país. Relativamente à questão da “concorrência”, a minha visão é que há espaço suficiente para todos. Muitas vezes são as próprias pessoas que criam essa ideia, mesmo não existindo.

 

Recentemente foste ao Curto Circuito (CC All Stars, na SIC Radical), como foi a experiência?

Foi uma ótima experiência! Apesar da minha breve invasão na entrevista dos HMB (por ter ouvido alguém a chamar o meu nome, mas que na verdade era para o D8, que também se chama Diogo), algo que todos nos rimos depois na minha entrevista, foi algo que vou levar para a vida. Afinal de contas, foi o primeiro programa televisivo em que divulguei a minha “FALL”. Todos me receberam incrivelmente bem. A Rita Listing, membro da produção e com quem estabeleci contacto, teve uma enorme paciência para me responder a todas as minhas questões. Os apresentadores daquele dia, o Conguito e o D8, também foram extremamente simpáticos. Foi bastante interessante para mim observar o “por detrás das câmaras” e todo o ambiente de uma produção televisiva, algo que tinha alguma consciência por aprendizagem teórica, mas nunca tinha visto em prática. Por todas estas razões, foi uma excelente experiência.

Oiça a música:

 

A tua música FALL também já surgiu no “Câmara Exclusiva” na TVI, o que sentiste?

Ao início quando fui informado, não percebi bem do que se tratava. Mas depois apercebi-me e comentei logo com os meus amigos e família para todos poderem ver. Foi uma sensação brutal, pois parecendo que não, e mesmo não sabendo quem sou, muitas pessoas que assistiram àquele programa, ouviram um pouco da “FALL”.

 

Como surgiu a ideia da música?

A ideia de trabalhar na “FALL” surgiu, pois recebi uma proposta da produtora BlackRose (produtora do videoclipe da FALL) para me produzirem um videoclipe de um original meu. Eu, não tendo originais, comecei a procurar hipóteses de como fazer. Esta proposta foi como um clique para “é agora!”. No verão comecei a escrever algumas letras, mas nada de muito interessante, sendo estas letras ainda muito pouco maduras e superficiais. Foi então que encontrei o Edward M (Eduardo Monteiro). Começamos a falar e começámos a trabalhar na FALL desde agosto. Em Setembro, juntámo-nos e conheci também o Hits Mike (Zé Miguel Soares), que trabalhava na altura com o Eduardo, e foram eles os produtores da FALL. Nessa sessão, e com a ajuda deles e de um amigo, escrevemos a letra. Gravei logo na semana a seguir.

O videoclipe foi gravado em dezembro. Desde outubro até dezembro, com a ajuda de um amigo bailarino, Bruno Serra, fizemos a coreografia que aparece no vídeo. Também fui construindo a conceção artística do vídeo, juntamente com os produtores da BlackRose. Todos os intervenientes do vídeo são meus amigos e excelentes bailarinos e em poucos ensaios conseguimos montar tudo aquilo que aparece no vídeo da FALL. A gravação foram dois dias. Decidi aguardar até ao dia do meu aniversário (26 de fevereiro) para o lançamento da FALL, visto ser algo bastante especial e importante para mim.

“Decidi falar de algo que fosse transversal a todos: os nossos medos internos, o ultrapassar dos obstáculos que nos vão surgindo e o continuar depois de uma “queda””

A história da música baseia-se nalguma “experiência tua”?

Sim, posso dizer que sim. Decidi falar de algo que fosse transversal a todos: os nossos medos internos, o ultrapassar dos obstáculos que nos vão surgindo e o continuar depois de uma “queda”. Esta “FALL” é como se fosse um grito de revolta, um “basta!”. Por isso, é uma música motivacional.

Assim como todos, também eu tenho os meus medos e inseguranças internas e, desta forma, isso reflete-se na “FALL”.

 

Com quem adorarias fazer um dueto?

Há imensas pessoas com quem eu adoraria fazer um dueto. Contudo, o Shawn Mendes e o Diogo Piçarra são sem dúvida quem assume os primeiros lugares da minha “lista”.

Para quando a próxima música?

Isso é uma pergunta que não consigo responder. Posso dizer que já estou a trabalhar em coisas novas, no entanto ainda está tudo num estado bastante inicial.

“Cada vez mais considero que fazer grandes planos para um futuro longínquo não é produtivo”

E a pergunta clichê: Quais os teus planos para o futuro?

Cada vez mais considero que fazer grandes planos para um futuro longínquo não é produtivo. Tenho preferido ir fazendo pequenos planos que consiga realizar a curto-prazo, pois, na verdade, nunca se sabe o que nos espera o amanhã. Contudo, pretendo continuar os meus estudos, continuar a fazer música e/ou teatro. Só com o tempo é que irei saber.

“Se querem mesmo uma coisa, lutem por ela!”

Que conselhos dás para quem tem o sonho de cantar ou representar?

O melhor conselho que consigo dar é: se querem mesmo uma coisa, lutem por ela! Sempre me disseram que basta querermos uma coisa que conseguimos. Talvez não seja assim tão verdade, mas talvez não seja assim tão mentira. É preciso trabalhar, acreditar e persistência. Muita persistência.

 

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