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Entrevistas

Entrevista a Herman José

A televisão nos dias de hoje, o seu futuro na RTP e as novelas em Portugal são alguns dos temas sobre os quais Herman José quebra o silêncio.

Cátia Ferreira

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Herman José deu uma entrevista à revista TV 7 Dias onde os temas abordados foram desde o seu programa na RTP1 “Cá por Casa”, o passado, o futuro até Cristina Ferreira.

Humor nas redes sociais

Herman José nunca considerou que as redes sociais fossem um instrumento de trabalho mas antes um “passatempo, uma brincadeira”. Não as utiliza para captar a atenção das gerações mais novas uma vez que: ”Acho um erro tremendo o pensamento bacoco de ‘vamos fazer coisas para jovens’. Quando são boas, são inter-geracionais”.

Considera que aos poucos, e com a limitação de tempo que o Instagram impõe, começamos a ficar mais formatados para os timings: “o dom da síntese nos 15 segundos é um desafio muito giro e é didático.” Comparativamente com o “Tal Canal”, que para a altura já era um programa rápido, o humorista revela que nesse aspeto: “acho que fui muito à frente do meu tempo e tenho algum orgulho nisso, porque há muitas coisas onde estive à frente do meu tempo”.

Televisão de hoje

Herman José sobre a televisão de hoje em dia responde: “Já tive a minha fase Cristina Ferreira, quando fui para a SIC, em 2000, e não tenho nem saudades nem inveja, porque já não teria saúde para tão grandes responsabilidades. Por isso é que sou tão feliz na RTP. Também acho que há uma altura e uma idade própria, e disse isso à Cristina. Há uma idade própria para a pessoa se ralar. É precisamente a fase em que ela está. A saúde aguenta, a pele está ótima, os cansaços são superados”.

Cristina Ferreira

E como é que Herman José vê o crescimento de Cristina Ferreira e do que está a criar na TVI? “A Cristina está no epicentro de uma “guerra” entre dois canais. Aconteceu-lhe o que me aconteceu, porque, tanto num lado como no outro, há pessoas em luta para tornarem o seu negócio um negócio líder. E a pessoa vai atrás das propostas e dos encantamentos. E ela teve o seu mérito. Construiu na SIC um espaço líder interessantíssimo, é uma grande e incansável trabalhadora e, neste momento, está dentro de uma tempestade que não foi ela quem criou, foi o próprio mercado”.

Herman José não considera que as polémicas em torno da directora da TVI tenham a ver com o facto de ser mulher porque ele próprio, nos anos 2000, quando saiu da RTP para a SIC, teve o mesmo tipo de reações. Atribui a dimensão do “burburinho” ao facto de hoje em dia existir Internet e redes sociais, que na altura dele não havia.

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Daniel Oliveira ou Cristina Ferreira?

“Aparentemente, toda a gente está a ganhar, no sentido em que o Daniel tem provado extraordinárias capacidades de reação. Não perde o sangue-frio, mantém a competição muito competitiva e muito bem gerida. Por outro lado, a Cristina prova que não tem medo de lutar e que está a usar todas as armas que tem e domina para ser bem-sucedida”.

RTP

É perentório na resposta à pergunta sobre uma eventual saída da RTP: “Por nenhum dinheiro sairia da RTP”. E justifica: “já tenho uma idade em que nenhum dinheiro me pagaria o desconforto. Eu não posso deixar que estes últimos anos que me faltam sejam feitos a sofrer. Há um momento da vida em que chegamos em que as coisas verdadeiramente importantes não têm preço. A saúde, o dormir bem, a serenidade, a felicidade artística… Quando digo isto não é com desprimor pelo trabalho dos privados, que é das coisas mais difíceis que existe”.

Atualmente tem contrato com a RTP, que são renováveis de dois em dois anos, e deverá estar a meio de um deles: ”Pretendo continuar cá, sem dúvida. Este “Cá Por Casa” é um formato que tem tudo”.

E o que mudava na televisão em Portugal?

“Hoje em dia, a oferta é de tal maneira grande que esse mercado se autorregula. Eu não tiraria nada para mudar, mas há coisas que eu tornaria mais interessantes. Sou viciado no noticiário da NBC. Tem 20 minutos. Os noticiários não precisam de ter duas horas. Acho piada à agilidade da televisão americana. A televisão portuguesa, nesse aspeto, é um bocadinho preguiçosa. Mudaria isso. A televisão portuguesa ficou demasiado dependente das novelas e isso é muito bom para os atores, mas a novela em Portugal tornou-se uma espécie de eucalipto. Seca tudo o que está à volta… Às tantas, todo o prime-time está subjugado à novela”.

Novelas em Portugal

Já foi convidado para participar numa novela na SIC e sentiu-se muito lisonjeado com convite. Declinou, na altura, porque tinha os seus próprios espetáculos e não conseguiria comprometer-se mas é algo que se vê a fazer daqui a uns anos “Quando não tiver já cara para apresentar”.

Fonte: TV 7 Dias

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