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Diogo Morgado: “A ficção portuguesa está a ficar cada vez mais internacional”

Cátia Ferreira

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Ainda é possível ver o ator Diogo Morgado na série ‘A Espia’, na RTP, no papel de Siegfried.

A série passa-se durante a Segunda Guerra Mundial, onde operaram em Portugal várias redes de espionagem. ‘A Espia’ acompanha os meandros das campanhas da época, assim como as negociações de volfrâmio, o mineral mais poderoso durante a guerra. Diogo Morgado nesta série partilha ecrã com as atrizes, que tal como ele conquistaram carreira internacional: Daniela Ruah e Maria João Bastos.

Em entrevista à revista Nova Gente, aprofundou um pouco o seu papel em ‘Espia’. Revela que procurou inspiração para a sua personagem luso-alemã “em todas as recriações da época, há uma fisicalidade própria, um estar diferente, uma forma de falar particular e isso era crucial para a verosimilhança da história”. Para o ator, o maior desafio foi o encontrar o sotaque que retratasse um alemão oriundo de uma família portuguesa, mas que tinha estudado em Inglaterra como era o caso do Siegfried.

Diogo Morgado considera que tem em comum com Siegfied o seu lado mais pragmático. “Em tempos de guerra ou de conflito, valores maiores se levantam. A minha personagem é alguém capaz de pôr alguns ideais muito acima de tudo”.

O ator, apesar de ter uma carreira internacional e estar habituado às grandes produções norte americanas, não as diferencia das portuguesas a esse nível. “A natureza do trabalho faz com que cada projeto seja sempre diferente, quer em termos de condições, organização ou ética. Independentemente de ser portuguesa, espanhola ou norte-americana há sempre o bom e o mau em cada produção”.

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Considera que a ficção portuguesa “está a ficar cada vez mais internacional. Estávamos muito virados para contar histórias apenas para o público português. Agora, começamos, finalmente, a querer contar histórias de Portugal para o Mundo. Começamos a escrever, produzir e interpretar com uma visão mais internacional. Histórias que são feitas sob uma perspetiva mais global e que, assim, podem ser vistas em qualquer parte do Mundo”.

Nesta altura de isolamento, Diogo vive da mesma forma que a maioria os portugueses. “Procuro cumprir todas as recomendações. É claro que sinto que vivemos um período que ficará na história da humanidade. Procuro que os meus filhos tenham disso um entendimento saudável e positivo. Da mesma maneira que procuro, dentro do possível, ser o mais pró-ativo e produtivo que a situação permite: lendo, escrevendo e aproveitando para desenvolver ideias e projetos que estavam na gaveta”. Apesar de preocupado acredita que a sociedade há muito tempo que estava a precisar de fazer uma avaliação sobre os valores e formas de estar no Mundo. “Talvez esta seja a altura para isso acontecer. Acho que apesar de traumática, esta experiência vai trazer coisas positivas à sociedade em todo o Mundo”.

Diogo Morgado viu a estreia do seu filme “Irregular” ser adiada devido à pandemia da Covid-19. Estava prevista para 7 de Maio. O lançamento do filme assim como outros projetos que estavam em cima da mesa foram suspensos. Agora, o ator aguarda até que seja seguro retomar os trabalhos com o menor risco possível de contágio.

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