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Custódia Gallego: “Lidar com a perda do meu filho foi difícil”

Rufino Teixeira

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Custódia Gallego é uma das grandes atrizes da sua geração. Atualmente é uma das figuras de destaque de ‘Nazaré’. Mas, apesar de ser atriz, não foi sempre este o grande sonho. “Lembro-me de, quando chegou a altura em que estava em formação, em Medicina e no Conservatório, apercebi-me que precisava de ganhar a vida com uma das coisas para a qual estava a estudar e foi óbvia a resposta: queria ser atriz“, conta à TV Guia.

Ao optar por ser atriz, para a família, a notícia não foi muito bem acolhida ao início. Aliás a sua reação foi negativa. “Mal, muito mal. Ser artista na altura não dava garantia nenhuma que se pudesse sobreviver do que se ganhava e, além disso, era de má fama. Por isso não era bem visto. Causei algumas lágrimas lá em casa. E, para a minha mãe, não ter ido para Medicina fez com que ela visse que eu a tinha enganado.

Custódia deixou o teatro cedo, vindo para a televisão, onde as garantias já eram outras. “Mas não sou daquelas que veio para a televisão apenas para ganhar dinheiro. Não consigo fazer televisão e fazer algo mal e contrariada. Tenho de fazer bem. Digo mesmo que faço televisão com as mesmas ferramentas com que faço teatro e cinema. Não é na mesma velocidade e não com as mesmas certezas, mas faço. Faço o melhor produto artístico, mesmo que me provem, por A + B, que aquilo não tem nada de arte“, confirma.

Aceitou o desafio de interpretar Matilde na nova novela da SIC. Um desafio que a aproximou da atriz Carolina Loureiro. “Mas percebi que ela era nova, sem muita experiência, com muito trabalho“, remata, garantindo que sugeriu muitas coisas a Carolina. “Sugeri-lhe algumas vezes como resolver uma cena, mas sempre no contexto da minha contracena. Não a dirigi, porque existiam outras pessoas para isso, mas ajudei como pude.

A atriz voltou ao trabalho depois de, em 2018, ter perdido o seu filho. Algo complicado. “Lidar com a perda do meu filho foi difícil, mas se calhar lidar com o antes, com o sofrimento, a doença… [faz uma pausa], com o trabalho que fizemos em busca da solução que tínhamos, a certeza que era solucionável… Entretanto, dar conta da realidade e da inevitabilidade, que não foi nada como pensava, foi tudo mau, sim… foi… vai continuar a ser.

Na atualidade, as coisas estão mais calmas, mas a ausência incomoda. “O choro nem é o que incomoda, mas a ausência. Isso vai continuar sempre. Porque às vezes desejo que seja mentira. Que aquilo não tenha existido, mas é mesmo para me proteger da saudade, da quantidade de vezes que me apetece perguntar-lhe coisas, da quantidade de vezes que preciso do saber dele, da quantidade de vezes e horas que vou ter necessidade de saber que ele tenha desaparecido… porque foi isso que aconteceu, ele desapareceu.

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