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Cofina avança para a compra da totalidade da Media Capital

O grupo Cofina lançou OPA sobre 100% das ações da Media Capital, dona da TVI.

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O anúncio feito na quarta-feira (13) dá conta de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade das ações da Media Capital por parte da Cofina. O grupo dono da TVI está avaliado em 130 milhões de euros.

A dona do Correio da Manhã explica a intenção de compra como parte da “estratégia de consolidação dos media no plano global, mantendo-se no essencial a atividade destas sociedades e das sociedades que com estes estejam em relação de domínio ou grupo, permitindo potenciar o investimento na expansão digital, o lançamento de serviços inovadores e a promoção e desenvolvimento de conteúdos produzidos em Portugal, mantendo-se a Media Capital como um ativo com identidade portuguesa”.

Na OPA é proposto um valor de 0,415 euros por cada ação, o que totaliza mais de 35 milhões de euros. O grupo Cofina considera que os 130 milhões em que a Media Capital está avaliada “acima das estimativas do mercado”.

Condições para a compra

Para além da compra da totalidade das ações, a Cofina pretende também os direitos de voto da Media Capital. Porém, este último está sujeito 4 condicionantes. As primeiras referem-se ao valor das ações. O grupo que detém o jornal Record pede um auditor independente da CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) para calcular o montante da contrapartida, “por esta se presumir não-equitativa em face da reduzida liquidez das ações da Media Capital no mercado regulamentado Euronext Lisbon”. A segunda é precisamente que o auditor confirme o valor das ações em 0,415 euros.

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Face às duas outras condições, o grupo Cofina quer que “não sejam alienadas participações sociais, ou ativos significativos, da TVI, Plural (Portugal e Espanha) ou MCR, e não sejam realizadas reorganizações societárias na Media Capital ou naquelas sociedades do grupo; e, finalmente, que a CMVM registe a oferta”.

Esta não é a primeira vez que o grupo liderado por Paulo Fernandes tenta a compra da Media Capital. Recorde-se que a compra de parte do grupo já era dada como garantida, quando, em março, a empresa detentora do Correio da Manhã recuou e desistiu. Por isso mesmo, agora terá de ser apresentado uma nova versão do projeto de compra à Media Capital.

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