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Beatriz Gosta: “Injustiças, preconceito: tudo me revolta”

A comediante falou não só dos seus projetos como também das injustiças e das desigualdades que marcam o mundo.

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Marta Bateira, mais conhecida como Beatriz Gosta ou M7, foi presença assídua no programa “5 Para a Meia Noite“. Este formato deixou de ser apresentado por Filomena Cautela, no dia 25 de junho. Durante a quarentena, Beatriz fez parte do projeto de Bruno NogueiraComo é que o Bicho Mexe“. Fora do mundo do espetáculo, é ativista e defensora de boas causas, não ignorando as injustiças e desigualdades.

Em conversa com o Notícias ao Minuto, a comediante de 34 anos falou dos projetos dos quais faz parte. A atriz revelou que teve de se reinventar várias vezes mas nunca ao máximo porque não sabe qual é o caminho a seguir.

Falou, ainda, dos primeiros anos enquanto artista do movimento hip hop, confessando que, na primeira vez que atuou, cantou com concerto inteiro de olhos fechados: “Cantei o concerto inteiro de olhos fechados. Peripécias da estrada, da vida, há muitas, quem anda na estrada é que sabe. Tens muitos tempos em que estás à espera. Aquele rissol cansado, aquele doce típico da terra, aquela cervejola, apanhares uma moca lá na terra, depois só há um táxi na aldeia, acabas por ficar sem táxi e tens de apanhar uma boleia do pessoal que acabaste de conhecer. Estrada é isto, é freestyle também“.

Marta Bateira referiu, ainda, na mesma entrevista, que nunca sentiu que houve restrições à liberdade nos projetos em que participou. Sempre se sentiu à vontade para fazer o que quis. Contudo, quando questionada sobre o que faz quando consideram o seu humor excessivo, a portuense indica que simplesmente bloqueia ou, então, se sentir que é uma critica construtiva – e não simplesmente “hate” – explica à pessoa o porquê da sua atuação.

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O Notícias ao Minuto fez ainda questão de perguntar à comediante o que mais gostava de mudar no mundo, uma vez que a M7 apareceu no sentido de mudar o mundo. A esta pergunta, Marta Bateira referiu que não está indiferente às desigualdades e injustiças e que os últimos tempos não têm sido “fáceis“.

Acho que estes últimos tempos são muito difíceis porque estão muitos assuntos em cima da mesa. O racismo, ou, por exemplo, em Tróia estarem a construir em cima da área natural em prol de dinheiro e poder. O dinheiro compra mesmo as regras ambientais. Injustiças, preconceito, tudo me revolta muito. A homofobia… Todas estas coisas irritam-me e fazem-me, às vezes, tirar um bocado a fé na humanidade. O facto de o ser humano ser ganancioso, não se informar e opinar à toa. Tu explicas determinadas coisas e ele informa-se pela rama, pela superfície. Depois argumenta como se estivesse informado e se soubesse do que está a falar e não tem nem curiosidade, nem se empenha em crescer e evoluir. Ou sentes a inquietação dentro de ti, de quereres mudar alguma coisa e ser essa a tua missão, ou então vives só para ti e para ganhar o teu dinheiro e teres as tuas férias no Algarve. Cada um faz o seu caminho“, acrescentou.

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