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Cinema em casa

‘Arctic’. Um retrato da resiliência humana

Juntos somos mais fortes e a esperança é a última a morrer. Só precisamos de coragem.

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Apresento-vos o Cinema em Casa, a rúbrica semanal de filmes e séries, onde irei recomendar-vos conteúdos que merecem a vossa atenção. Podem ser produções clássicas ou recentes, mas uma coisa é certa, serão críticas sem spoilers!

Esta semana trago-vos: Arctic (2018), ou se quiserem Árctico, a longa-metragem de estreia do realizador brasileiro Joe Penna que está disponível na plataforma Filmin.

Divulgação/Filmin

O filme conta uma história dramática de sobrevivência de um homem que ficou preso no Ártico após perder o seu meio de transporte.

As informações sobre o sobrevivente são poucas, não sabemos sequer há quanto tempo ele está nessa situação…no entanto, esse fator torna-se interessante se pensarmos que ele próprio já não tem essa informação. No fundo, sentimo-nos tão perdidos quanto o protagonista. Ainda assim, existem sinais que indicam que este homem está no Ártico há algum tempo. Vemos que já desenvolveu algumas rotinas e que as repete diariamente.

Arctic é um teste ao altruísmo humano

Tudo muda quando um helicóptero cai no local e o protagonista, que vê a sua chance de salvação cair por terra, fica a cuidar de uma sobrevivente ferida. Esta nova dinâmica traz novos desafios e torna ainda mais difícil a sobrevivência. Por esse motivo, o sobrevivente tem de escolher se continua na mesma realidade, ou se arrisca, com a possibilidade de perder a vida, para se salvar a si e, sobretudo à mulher ferida.

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O interesse do filme está justamente em acompanhar a jornada deste homem e descobrir se o desfecho é um final feliz ou não. Claro que não vos darei essa resposta, pois prefiro desafiar-vos a ver por vocês mesmos.

Se há algo que fica na mente após a longa-metragem é que realmente nós somos seres minúsculos quando comparados com a imensidão da natureza – o próprio realizador opta por planos gerais que nos permitem ver a imensidão do ambiente, onde se encontra o protagonista. A sensação de vazio, solidão e desespero chega a ser angustiante até porque a obra quase não apresenta diálogos.

Além disso, há uma preocupação em dar realismo ao filme não só em termos gráficos – os ferimentos estão muito bem conseguidos -, mas também pela escolha do próprio ator, o dinamarquês  Mads Mikkelsen, que consegue através das suas expressões falar mais do que se utilizasse palavras.

Arctic é uma verdadeira experiência audiovisual, onde a grandeza da imagem e o poder da mensagem tomam conta de tudo. Sentimos que estamos a ver algo verossímil e esse efeito é suficiente para criar impacto e nos fazer refletir sobre como seria se fossemos nós a perder tudo e a ter de sobreviver.

A terminar o mestrado em Jornalismo na FCSH-UNL. No seu percurso já passou pela Antena 1 e pelo Diário de Notícias. Além da paixão pelo jornalismo, é viciada na criação de conteúdos na área da cultura, cinema e televisão. Atualmente é redatora e crítica nos sites: Espalha Factos e Cinema Pla'net. https://letterboxd.com/rafaelastex/ Esta aspirante a jornalista sempre foi apaixonada pela comunicação e pela prática de informar. "O Jornalismo para mim é e sempre será o Contexto, as Histórias e as Pessoas". Colaboradora desde julho de 2020.

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