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André Nunes: “Convém ter os pés na terra”

O ator revelou mais detalhes sobre a sua personagem na nova novela da TVI.

Cátia Ferreira

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André Nunes falou com a revista TV 7 Dias sobre a sua nova personagem na novela “Bem me Quer”, que estreará em breve na TVI. À publicação revelou como estão a ser as gravações em tempos de pandemia da COVID-19 e como se sente com a instabilidade que se vive na Cultura.

Descreve o seu Pompeu Romão como “um homem de uma família popular que, apesar de ter bom fundo, honesto, trabalhador, ponderado, quando lhe tocam nas feridas pode explodir, também tem fraquezas. Passa de uma grandeza de coração para algo mais negro muito facilmente. Acho isso fascinante”.

Quanto às medidas de segurança devido à situação pandémica em que nos encontramos, André Nunes refere: “É mais desafiante, sem dúvida, não só por nós, mas também porque sentimos o esforço estoico que a equipa técnica tem de fazer, ao passar ainda mais horas de máscara. Nós aparecemos na tela, mas é um trabalho de equipa, a energia da equipa técnica é muito importante para o nosso trabalho”.

Tem várias personagens que considera marcantes no seu percurso mas não tem um contrato de exclusividade com nenhum canal. Quanto a esse fator, diz ter de ir aprendendo a gerir bem as contas e as despesas, não cair muito em tentação quando se está com mais trabalho e rendimentos. O ator conta ainda que “essa instabilidade, por vezes, gera ansiedade, mas com a experiência aprende-se que tudo é passageiro e vai-se controlando melhor essa mesma ansiedade. Convém ter os pés na terra”.

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Embora tenha tido várias oportunidades em televisão, André Nunes tem estado mais dedicado ao teatro: “Sempre estive desde o início do meu percurso, sinto que me equilibra, o ginásio do ator, como lhe chamo. Sempre fui louco o suficiente para alternar entre a TV e o teatro. São ambas desafiantes e gosto de variar, mesmo que para isso, por vezes, tenha de fazer horas extras, tenho sempre um colchão de campismo no carro, pelo sim, pelo não”. Inclusivamente, o ator já teve oportunidade voltar aos palcos ainda que ao ar livre.

Tem participado em manifestações onde se apela a melhores condições para os artistas: “A meu ver, há algumas coisas a mudar, tanto nos apoios à Cultura, que são reduzidas, como nos impostos, especialmente para os trabalhadores intermitentes, que se refletem, claro, em toda a sociedade. Todavia, muitos artistas e técnicos desta área trabalham nesse sistema e os cortes, tal como a segurança social, são muito elevados, dificultando a vida aos trabalhadores independentes. Já para não falar nesta fase pandémica, em que ficamos vários meses sem atividade… A Cultura não é um luxo, é essencial. Penso que, aos poucos, tem-se mudado esta mentalidade”.

Fonte: TV 7 Dias

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