‘Alguém Perdeu’: Júlio pressiona Quitéria e Leonor para saber quem são os seus pais biológicos

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Alguém Perdeu - Leonel, Quitéria e Júlio © SEXTA

Alguém Perdeu’: Depois de ter ouvido as palavras de Bárbara, Júlio está convencido de que tem uma doença grave e que lhe restam poucos dias de vida. Diagnóstico assumido por ele, uma vez que o cantoneiro não padece de nada, revelou querer descobrir os seus pais biológicos que o abandonaram à nascença. Quem fica a saber desta vontade de Júlio são Leonor e Quitéria. O dono do quiosque fica perturbado com esta notícia e vai falar com a tia de Baltazar, pressionando-a para contarem a verdade ao filho. A notícia é uma bomba para ambos mas, mesmo assim, Quitéria recusa assumir o erro do passado.

Mas é num encontro no café que, junto ao balcão, Leonel se cruza com Júlio. Quitéria aproxima-se dos dois. “Afinal, o que querem de mim? Tenho que ir varrer o largo?”, questiona o cantoneiro. “Temos que saber o que tens”, insiste Quitéria. Pressionado por ambos, Júlio solta um longo suspiro e mostra- se pensativo. “O que eu tenho é pouco tempo nesta terra. Vou para a cidade dos pés juntos. Para o vale das tabuletas, fazer tijolo”, desabafa. O dono do quiosque olha para o filho com um ar preocupado: “Vais morrer? É isso que estás a dizer?”. Júlio responde: “Pois vou. Mais cedo do que esperam…

Leonel e Quitéria insistem para que o cantoneiro desabafe e conte qual é o problema de saúde que está a pôr em causa o seu tempo de vida, mas Júlio continua sem explicar: “A doutora Bárbara disse que já não devo ter muito tempo entre vocês…” É aí que Leonel ganha coragem e pergunta: “E o que disseste ao Baltazar é verdade? Queres mesmo saber quem são os teus pais?” Mas Quitéria começa a arregalar os olhos ao dono do quiosque para que este se mantenha em silêncio acerca do assunto. Júlio abandona o café e os progenitores conversam. “Acho que lhe devíamos contar a verdade”, afirma Leonel mas a dona do café nem sequer põe essa hipótese em cima da mesa: “Estás doido?”. O dono do quiosque sente um peso na consciência e tenta chamá-la à razão: “Quitéria, ele está a morrer e o seu último desejo é conhecer os pais.” A tia de Baltazar está irredutível: “E a minha honra? O bom nome do meu Alfredo? Não posso deixar que um erro do passado acabe com a minha reputação”.

Ao perceber que a mulher não vai mudar de atitude, Leonel abana a cabeça em tom depreciativo perante tal atitude egoísta. Decidida, Quitéria encolhe os ombros e continua com o seu trabalho no café.

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