O objetivo é simples: a informação. De forma rápida e concisa. É neste sentido que são feitos, agora, os informativos da hora de almoço e de jantar. No entanto, a essência foi alterada, devido à guerra de audiências que tem sido fomentada. Portugal, por exemplo, é um dos países, onde os “jornais” noticiosos são mais demorados.

Tabela 1: Duração, em média, dos principais meios noticiosos. Fonte: dados recolhidos pela TV7Dias.

Os canais privados apareceram, a SIC, em 1992, e a TVI, em 1993, e principalmente a SIC encontrar na informação a sua arma de arremesso contra as audiências da RTP, que na altura era líder incontestado”, começa por revelar Felisbela Lopes, professora universitária, à TV7 Dias. Deste modo, para a docente, a “SIC encontrou ali uma franja que conseguia competir com a RTP”, daí começar a “esticar o noticiário”. 

A razão que leva as estações a esticarem o espaço é, para além das audiências, a questão económica. “Produz-se uma hora de noticiário por um preço bastante proximo do mesmo noticiário em 30 minutos. E aquilo que pode ser dito em dois minutos, é dito em cinco”, explica o critico Eduardo Cintra Torres. “Isso faz com que a mesma equipa, com os mesmos salários, com os mesmos equipamentos, produza o dobro do tempo que seria necessário para fazer uma notícia bem feita.” 

Já o diretor da Nova Expressão, Manuel Falcão fala sobre o futuro da televisão. “O modo de televisão está a mudar. O modo de ver o que acontece está a mudar. O desafio está em conseguir veicular informação de referência e sintética. Como serão as grelhas de programas das estações de canal aberto, como a RTP1, SIC ou TVI, daqui a dez anos? Vão ser anos de grandes mudanças!”, remata.

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