Luís Sequeira é um jovem cantor, nascido em 1993, que fez da sua extensão vocal o seu talento. Desde cedo que toca guitarra e dá uma enorme relevância ao conhecimento musical.

Ingressou na Academia Portuguesa de Música e Artes (APMA), onde acrescentou o piano e a composição ao seu leque de capacidades.

A sua dedicação e aptidão como artista, compositor e cantor levaram-no a atingir, em 2014, a final do programa de “The Voice Portugal”, onde teve como mentora Marisa Liz (Amor Electro). Destacou-se pela sua versatilidade vocal e atuações memoráveis.

Luís Sequeira procura honrar a música portuguesa, atualizando-a e modernizando-a com a sua voz jovem e com temas que nos tocam, que nos preenchem e que nos são comuns.

A propósito do lançamento do seu primeiro single, o cantor concedeu uma entrevista que o Mais Televisão agora divulga.

O que significa para ti o teu novo single “Se ao menos eu te odiasse”?

Significa o começo de uma nova fase, da fase que eu tanto esperei. O conceito, as condições… Tudo bem definido na minha cabeça para dar ao mundo a melhor música que posso dar, na esperança de que a oiçam muito e que abra oportunidade para o público ansiar o meu primeiro disco. E que esse seja um sucesso – de vendas e também de realização pessoal. Há que sonhar!

Como surgiu esta letra? Provém de alguma fase da tua vida?

Esta letra surgiu através do meu pai, José Sequeira, que a escreveu. Provém, provavelmente, de uma fase da vida dele.

Sentes que este tema pode ter proximidade com quem o ouve?

O tema terá proximidade com quem se identificar com ele musicalmente ou com a letra, ou até mesmo só porque sente. Eu acho que a afinidade que se estabelece com uma música, um livro, um quadro, uma pessoa, etc, não tem de ter uma razão para além de apenas sentir.

O significado de “Se ao menos eu te odiasse”, neste tema, não comporta o sentido literal de ódio mas sim incerteza, carinho e preocupação. Sentes que pode trazer uma reação mais cuidada nas relações de quem se revê nas tuas palavras?

Em primeiro, são as palavras do meu pai. E o que eu entendo nelas é o facto de que não se escapa do amor e tudo o que ele implica. Todos temos vontade, a certa altura, de fugir, afastarmo-nos de alguma coisa, ou de alguém – por muito que se ame. Faz parte. Somos apenas “meninos embirrantes e imperfeitamente perdidos à procura de uma mão que nos segure, só para, no instante a seguir, querer desatar a correr de encontro às formas e cores aliciantes que a vida nos põe no caminho.” E o problema é que a vontade de despegar nem sempre cessa a dependência do que queremos largar. Ou porque faz mal, ou porque pode não ser o melhor para nós, ou por uma questão de sobrevivência. É a minha leitura.

Como foi o processo de construção deste tema? Já tinhas alguma ideia ou algo estruturado de como idealizavas esta música?

A música nasceu do poema. Claro que a letra levou ajustes, mas poucos. Sentei-me ao piano com o poema à minha frente e deixei que as palavras definissem o que seria o verso, o refrão, etc. Depois tive a produção do Tiago Pais Dias e o limar de algumas arestas, que fez com que o tema soasse o melhor possível.

Quanto tempo dedicaste a este tema até te sentires satisfeito com o resultado final?

O tema levou várias demãos. Mais na estrutura do que no seu cerne. Dediquei-lhe 4 anos desde a sua composição e letra. Não foram 4 anos a trabalhar intensamente nele, mas sim 4 anos até ele encontrar altura onde pudesse desabrochar o seu máximo potencial. Mas satisfeito, nunca estou. Oiço o tema e só penso que podia tê-lo cantado melhor.

O que mais superou as tuas expectativas no resultado final?

A coisa que mais superou as minhas expectativas, e é por isso que é fenomenal trabalhar com pessoas que estão na mesma página que tu, foi a produção que levou. Acho que se havia alguém para pôr o tema a soar como soa, era o Tiago. Fiquei arrebatado!

Tens planos delineados para o que procuras nos próximos temas?

Procuro nos temas seguintes algo que os diferencie mas que realce a unicidade do meu tipo de som, isto para poder ter um disco o mais rico possível.

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